Pra não dizerem que eu não ligo mais pra blog, eu resolvi colocar mais umas coisas aqui…
A música de hoje é do Hello Saferide, só porque eu adorei essa banda.
Pra não dizerem que eu não ligo mais pra blog, eu resolvi colocar mais umas coisas aqui…
A música de hoje é do Hello Saferide, só porque eu adorei essa banda.
And so they tell me. Love is so last week. A moda agora é outra. E tenho dito.
Lembro de em uma noite qualquer dessas, eu estar em casa com um amigo de sotaque muito engraçado, me pedindo pra tocar algumas coisas. Todos os comentários eram “Tetê, isso é lindo”, entre outras coisas. Foi então que ele me pediu pra tocar Piano Bar, dos Engenheiros do Hawaii.
E foi então, pela primeira vez, que eu entendi porque é que toda vez que falta luz, o invísivel nos salta aos olhos.
Era o princípio dum precipício.
Nesse final de semana, enferma, eu acabei indo ao encontro dos cuidados medicinais homeopáticos da minha tia e curandeira, Beth-minha-irmã, que obviamente é minha tia, e não minha irmã.
Minha prima alugou um filme clássico pra assistirmos: “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, não o do Johnny Depp, o original, mesmo. Dei algumas risadas, como de praxe e me liguei, só então, que a TV do Willy Wonka chama Wonkavision. O mesmo nome de uma banda de rock gaúcho que eu adoro – graças à apresentação feita pela Señorita Rock Gaúcho (e esse deveria ser o nome dela).
Portanto, deixo aqui, pra quem não conhece, essas graças do Rio Grande do Sul. Aliás, tudo que vem de lá é um doce, não é mesmo?
Piadinha do dia! Oba! Sim, já estou melhorando e a tendência é melhorar mais e mais e mais e mais. O remédio? Dave Matthews Band. A cura para todo o mal.
Tamiflu, que nada.
Link:http://www.youtube.com/watch?v=ESLHZvS0NkY&feature=related
Hoje assisti TV o dia todo. Entre espirros, tosse incessante e outras complicações insuportáveis dessa gripe alardiante, lembrei como a nossa MTV é chata. Ah, a MTV gaúcha é tão melhor. Que novidade. Tudo que vem do Rio Grande do Sul é melhor.
De qualquer forma, senti falta de assistir Kings of Leon no sofá, com a cobertinha vermelha e a Chele falando que tinha me avisado que eu ia ficar doente. Ah, se ela estivesse presente quando o médico me disse “ah, veio do Rio Grande do Sul? É gripe A, com certeza”. Ela teria rido e mandado eu tomar aquele remédio horroroso, além de ter feito aquela cara de que já sabia que eu estava errada. Senti saudades do Jude me mordendo, latindo pra mim.
Senti saudade do Rafa, trem doido, rindo do Cruzeiro, com o agasalho do Grêmio. Senti saudade dele me chutar por baixo da mesa e me abraçar de manhã. Senti saudades do Beco. Ah, como senti saudades do Beco…
Eu preciso morar em Porto Alegre.
Prelúdio é aquela musiquinha introdutória que toca antes de obras maiores. Seria tipo um prefácio musical, antes de ópera, por exemplo. O prelúdio, entre outras coisas, anuncia a chegada – ou a fuga, segundo o meu amado Bach. Mais importante que entender esse prefácio é entender o porque disso.
Eu sempre achei que as coisas importantes, todas, não deveriam acontecer de maneira inesperada. Tudo deveria ser antecedido por boas explicações e exercícios preliminares – pra já ir acostumando o ouvido com as próximas notas. Na minha vida, tudo requer prelúdio. E é por isso que eu tenho tantas fases de transição, de mudança gradual e paulatina. Poucas pessoas entendem a real importância de se apresentar uma pequena peça antes da obra principal.
Em verdade, acho que nunca conheci ninguém que compreendesse a minha necessidade de rápidos acordes sem nenhuma importância. Vos digo, então, que é pra anteceder as obras primas. Antes de conseguir atingir o objetivo final, de cumprir a missão dada, é preciso treinar, praticar, entendem?
Antes de abraçar o mundo, se faz necessário abraçar coisas menores, com mais efemeridade. Caso contrário, sempre voltaremos ao ponto de partida, sem sucesso.
Portanto e por tanto, me reservo o direito de manter-me no limbo dos prefácios e preâmbulos. Respeito os exórdios porque são as bases para o restante da obra. O mais importante de tudo não é a concretização dos sonhos. É aprender como torná-los realidade. Sem ansiedades para que eles cheguem logo.
A música de hoje é do mestre Baden Powell com Vinícius de Moraes, Samba em Prelúdio.
Odeio, mais do quase tudo, quando eu compro um maço de cigarro e vem estampado atrás essas advertências do Ministério da Saúde. Todo fumante sabe dos problemas do cigarro. Todo mundo sabe que causa câncer, necrose, infarto, bafo, impotência e que crianças começam a fumar ao verem os adultos fumando.
Todo mundo, quando faz coisa errada, sabe o que espera. Mas o que eu não suporto é o tal do “fumar causa sofrimento”. Se todas as dependências que causasse tristeza, dor e morte fossem avisadas com antecedência, ninguém mais ia viver.
A música de hoje é Cuidado, do Barão Vermelho.
Acabei o livro. Ficou pequeno e meloso, me disseram. Pieguices à parte, houve quem gostou. A verdade é que eu me embalei em canções nesses dias de escrever páginas. A que mais tocou, de certo, é tão canalha que chega a me dar vergonha. É, pois é, não tenho mais a mesma cara de pau de outrora, os tempos mudaram.
Fuçando a gaveta ao lado da cama, encontri umas coisas de importância relativa. De fato, era lixo. Mas por qualquer razão que só eu entendo, resolvi não jogar fora e ler, antes. Eram algumas coisas que eu escrevi há bastante tempo – junto de um cartão-chave, desses pra entrar em quarto de hotel, do Ibis. Senti, pela primeira vez em anos, uma paz nostálgica. Uma sensação de “graças a deus eu vivi isso”.
A vida não é cheia de pequenas decepções. Retiro todas as vezes que eu disse isso. A vida é cheia de pequenos momentos indescritíveis, de alguns segundos que deveriam durar pra sempre. Há momentos que, definitivamente, deveriam durar pra sempre. Eu tenho um problema com dias seguintes – e não sou eu quem digo isso. É um laudo clínico. Mesmo assim, gosto do dia de hoje, porque a chuva do céu se encerrará pra ver nosso depois – diria meu dromedário preferido.
Mas o título do post não foi aleatório. O que eu encontrei, além da chave, foram algumas poesias, desenhos, crônicas. Engraçado como as coisas simplesmente parecem mais honestas com o passar do tempo. Você percebe que havia inspiração em coisas bobas. Eu me inspiro essencialmente com coisas bobas. Por bobas eu quero dizer cotidianas. Porque as coisas bobas continuam a acontecer, sempre. O que falta são as coisas cotidianas.
A música de hoje é Assim Será, do Los Hermanos. Já que me inspirou uma frase desse post.