Palheta e Caneta

7, fevereiro, 2010

Senhorita Mesquita Canta

Arquivado em: Música — Senhorita Mesquita @ 6:56 pm

Para todos aqueles que foram ver Dolores O’Riordan cantando no último final de semana. Para todos aqueles que se divertem com meu sotaque levemente britânico. Para todos aqueles que andam comentando nessa seção, como se realmente estivessem gostando de me ouvir cantando. A boina e o final, são parte da revolução do BOB. Enfim. Divirta-se.

Youve got me wrapped around your finger, ra ah ound. Do you have to let it linger?

Link: http://www.youtube.com/watch?v=HGHeUybWdVM

6, fevereiro, 2010

My fancy love

Arquivado em: Música — Senhorita Mesquita @ 6:50 pm

Amor é careta, cafona e piegas. Eu sou um pouco de tudo isso – sou toda amores. Pavarotti, então, nem se fala. Se tem alguém que consegue ser totalmente fora da moda, não importa qual ela seja, é cantor lírico cantando popular. Puta merda, que coisa maravilhosamente cafona. Barry White, por sua vez, é careta porque canta amor. Imagine uma combinação de dar diabetes em abelha. É a minha música preferida da hora do almoço. My first, my last, my everything. Uma chance pra adivinhar porque.

Link: http://www.youtube.com/watch?v=fHCcM_uV-r8

5, fevereiro, 2010

Top 10 Counting Crows

Arquivado em: Música — Senhorita Mesquita @ 10:27 am

Seguindo a linha de músicos que eu gosto de quase tudo, faço hoje o Top 10 da banda americana liderada pelo Adam Duritz. Devo frizar que, muito embora tenha uma das melhores vozes da atualidade, na minha opinião, além de ser um excelente letrista, Adam deveria, definitivamente, cortar aquele cabelo Bob Marley. Não combina com o resto da banda. Enfim. Os julgamentos que aqui cabem são estritamente musicais.

Nesse pensamento, vou listando as melhores 10 músicas do Counting Crows, talvez por nostalgia sentimental e não por qualidade musical, unicamente.

Abrindo a lista, no décimo lugar, relembro os tempos de Shrek 2 e da explosão do hit Accidentally in Love. A música é animada pra cacete, dá vontade de dançar e faz sentir borboletas no estômago quando a gente está apaixonado. Eu sempre sinto.

Indo adiante, nona colocação, saindo diretamente do segundo CD, Recovering The Satellites, uma canção quase auto-ajuda. Have You Seen Me Lately? é uma das músicas mais interessantes, em termos de melodia, nesse álbum.

Oitava posição, muito embora tenha um quê de conformismo excessivo, para Raining In Baltimore. Essa música tem o poder de teletransportar a gente pra outro patamar de aceitação das coisas.

Quem faturou o sétimo lugar foi Einstein on the Beach. A canção nunca teve aspirações de popularidade  e foi lançada praticamente como um lado B da banda. No entanto, ela ganhou fama e caiu nos braços do público. Não foi à toa.

Sexta colocação, por toda a carga emocional que essa música traz pra mim, I Wish I was a Girl. Com mordidas na orelha e iPod no cruzeiro até acabar a bateria.

Vamos, pois, ao quinto lugar desse top 10 emotivo. A música que embalou milhares de pessoas recém terminadas em um relacionamento; a canção que fez o favor de descrever a despedida em um grande táxi amarelo – que não existem em BH. Big Yellow Taxi é a bola da vez.

Para todos os que sofrem com os problemas da auto estima e que, repentinamente, percebem que o broto fitava você, mesmo. Para todos aqueles que paqueram mais de uma presa ao mesmo tempo. Quarta posição ficou com Mr. Jones.

Iniciemos, pois, o pódio. Quem recebe a terceira colocação e um prêmio de vivas e salves, foi Anna Begins. Apesar de ter um nome ingrato, a música inspirou e embalou alguns dos momentos mais importantes da minha vida. She can’t stop shaking, and I can’t stop touching her.

O prêmio do segundo lugar ficou com A Long December. E cada ano tem sido melhor que o anterior, no que concerne os dezembros.

Medalha de ouro ficou com a música preferida do meu casamento de almas, a canção que me faz ficar acordada até muito, muito, muito tarde – e ninguém faz a gente esperar. Round Here.

Einstein on the Beach

4, fevereiro, 2010

Click do dia – As notas mais lindas… sonhei.

Arquivado em: Música — Senhorita Mesquita @ 11:18 am

Meu sonho infantil foi tocar piano. Toquei. Muito mal. As piores composições de minha vida, saíram da mistura das naturais e dos acidentes, tão contrastados em teclas brancas e pretas. Queria eu, um dia, descobrir as melhores notas daquele piano pra compor uma música que valesse a pena, aos seus ouvidos.

Créditos: Luiza Vilarroel

O que estou ouvindo? Fito Paez, Si Es Amor.

3, fevereiro, 2010

Dona Marisa

Arquivado em: Música — Senhorita Mesquita @ 8:49 am

A quem pensa que falarei da esposa do maior molusco fritador de hamburgeres, amigo do Bob Esponja e da Estrelinha vermelha, senhor Lula, um aviso: eu jamais gastaria meu tempo falando DESTA Dona Marisa.

A verdade é que, por vezes, fui cobrada por diversas pessoas por não dar o espaço merecido para a maior artista brasileira. Digo isso com convicção, porque além de compositora, Marisinha também dibulha nos instrumentos mais diversos. Ganhou 3 prêmios Grammy Latino, além de ter faturado diversas premiações nacionais. Além de tudo, ela é produtora musical, de cinema e dona do meu coração. Enfim, chega de melação. Vamos ao que interessa.

Link: http://www.youtube.com/watch?v=k1XY1DBU1D4

2, fevereiro, 2010

Cotidiano – Tempo

Arquivado em: Música — Senhorita Mesquita @ 9:52 am

Tempo é palavra tão coringa quanto trem. Se trem quer dizer qualquer coisa, indefinidamente, tempo quer dizer qualquer coisa – mas qualquer coisa muito bem definida.

O tempo meteorológico, por exemplo, quer dizer quase a mesma coisa que clima – que também é palavra cheia de interpretações. Já o tempo que namorados indecisos costumam pedir tem a conotação de término, porém, sem ser para sempre – o famoso nem dar nem descer.

Também não poderia deixar de citar o pedido de um descanso, quando a gente pede pra alguém dar um tempo – geralmente quando a pessoa é insistente pra caralho em um assunto chato. E como esquecer do tempo cronológico, que faz o calendário ter qualquer utilidade além de ocupar espaço em nossas mesas? Esse tempo, de todos os outros, é o menos romântico.

Pode parecer irônico ou imbecil, achar que dar um tempo em um romance é melhor do que contar as horas. Mas, o que acontece de fato é que graças a essa porcaria de Deus Cronos que dividiu as horas, meses, anos, nossas esperanças de ser feliz terminaram. O tempo, contabilizado, faz com que possamos dividir nossa vida em períodos e mensurar as coisas por frequência e não por intensidade.

Explicando o meu pensamento confuso, como usual, se nós não tivéssemos essa ferramenta viciante e alienante, muito provavelmente faríamos as análises baseados naquilo que a gente sente, em como as coisas nos afetam – e não por quanto tempo. Obviamente, sentimentos que perduram por mais tempo tendem a parecer mais verdadeiros – e, de fato, devem ser, mesmo.

Minha vontade, às vezes, era quebrar esses relógios e rabiscar os calendários. Pobrezinhos, não sabem que a eternidade já chegou faz tempo.

A música de hoje é Sobre o Tempo, do Pato Fu.

1, fevereiro, 2010

Carne Nova – Spooler

Arquivado em: Música — Senhorita Mesquita @ 7:51 pm

Imagine qual a minha surpresa quando ouvi dizer que iam se juntar dois amigos meus, do curso de jornalismo. Já conhecendo o passado musical de ambos, sabia que, inquestionavelmente, seria som de boa qualidade. Não me enganei, pois. O Spooler foi a melhor surpresa musical do ano passado. De fato, são muito diferentes de quase tudo que eu tenha ouvido, muito embora não neguem as influências que os trouxeram até aqui.

O som é leve, fácil de digerir. É moderno e revigorante. As baterias do Gustavo, a voz macia do David. O minimalismo – moldado nos mínimos detalhes. Impossível não amar.

Link: http://www.youtube.com/watch?v=jhaGh9mVc2Y&feature=player_embedded

31, janeiro, 2010

Senhorita Mesquita Canta

Arquivado em: Música — Senhorita Mesquita @ 9:45 pm

Olá, meus queridos, amados e assíduos frequentadores do Palheta!

É um imenso prazer recebê-los neste domingo de fim de janeiro. Abrindo o coração para o mês de fevereiro que já bate em nossas portas, e dando continuidade ao projeto Senhorita Mesquita Canta, ofereço a vocês essa subversão de A Festa.

Calma, palheteiros, não é a Ivete Sangalo. É a pimentinhazinha, Maria Rita. Com muita obviedade, ficou uma porcaria. Mas a seção é pra isso mesmo.

Link: http://www.youtube.com/watch?v=oi4hWgyVxZk

30, janeiro, 2010

Violoncelos filandeses

Arquivado em: Música — Senhorita Mesquita @ 8:57 pm

Quatro violoncelistas se reuniram um dia e resolveram fazer cover de Metallica. Para quem tem preconceito com esse tipo de música, achando que vai ser muito  pesado, já aviso de antemão que irão se surpreender.

A música, totalmente instrumental, chega a soar clássico. Congratulações para os arranjos do Metallica. E salvas para a perfomance perfeita do Apocalyptica.

Link: http://www.youtube.com/watch?v=8JjQGt7WjK0

29, janeiro, 2010

Top 10 Versões Acústicas

Arquivado em: Música — Senhorita Mesquita @ 1:34 pm

Sexta-feira, dia 29 de janeiro do ano de 2009 de nosso senhor Jesus Cristo. Hoje, numa tarde inspirada pelos passarinhos da Faculdade de Medicina que cantam felizes e entoados, graças às aulas assistidas por esses animaizinhos de Deus no Departamento de Fonoaudiologia, resolvi me despir de baterias, guitarras elétricas, contrabaixos plugados em grandes caixas amplificando os efeitos pedidos pelo instrumentista e de toda a pompa da música moderna.

Na presente data, irei enumerar as 10 melhores versões acústicas já desempenhadas pelos artistas que, normalmente, são elétricos por natureza. Deleitem-se com o som limpo das cordas dos violões – e baixoções. É pra acalmar a alma e os ouvidos.

Vamos começar, então, a saga com a família Corr na sua versão desplugada de Only When I Sleep. A doçura que essa música ficou é uma coisa inexplicável. O violino ganhou um destaque especial – e merecido. Vale a pena.

De coração acelerado apresento-lhes a nona posição. Eis The Man Who Sold the World, magicamente interpretada pela melhor coisa que já saiu de Seattle, o Nirvana.

O oitavo lugar ficou com os meus amados Engenheiros do Havaí no seu acústico MTV, tocando Eu Que Não Amo Você.

Continuando na linha brazuca de ser, dos acústicos da emetevê (vulga emitivi), indico a sétima colocação de uma parceria inacreditavelmente excelente: a rainha dos baixinhos, Marisa Monte, canta Flores com os Titãs.,

Em sexto, vos apresento a banda que criou raízes em meu coração ainda quando era adolescente (eu, não a banda). Pearl Jam mostra ao que veio no Top 10 tocando Black.

Se o Mestre Bob Dylan traiu o movimento quando partiu para o uso de guitarras elétricas, o traidorzinho retorna as raízes no MTV Unpugged tocando Like a Rolling Stone, no quinto lugar.

A quarta melhor versão acústica já feita (e escutada por mim, com muita obviedade) foio mago das guitarras Eric Clapton tocando Tears in Heaven.

Para não dizerem que eu não sou influenciável e provar que eu sou, sim, muito suscetível à opinião alheia – em especial pela opinião delicada de quem comigo dorme -, indico a medalha de bronze à Katy Perry, com a música Ur So Gay.

O segundo lugar foi pros meninos da cara pintada, os Neys Matogrossos do rock internacional, o Kiss tocando Plaster Caster – de cara limpa.

Atenção! Marmota chamando o primeiro lugar! Repito, Marmota chamando a medalha de ouro! Por favor, suba ao palco para receber sua estatueta de premiação Alanis Morissette cantando King of Pain.

Próxima Página »

Blog no WordPress.com.